29 de maio de 2010

Tempo pra que te quero...

(Sabrina Souza)

"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei, pra você correr macio"...já dizia a banda mineira Pato Fu. Todo mundo sempre fala a mesma coisa, chega final de ano e a sensação é geral, “nossa como passou rápido...”

Eu acho isso muito louco, de verdade...os dias passam e eu não tenho tempo pra nada, trabalho, faculdade, ops mais uma semana passou...e eu não vi.

Um dia dividido em 24 horas parece pouco, e se a semana passa rápido, o fim de semana então voa..fico tão feliz quando chega sexta feira, sei que vou poder dormir até mais tarde no dia seguinte, e tentar encontrar um tempinho para pôr minhas coisas em ordem...aí eu vou pra internet, com a idéia de ficar 15 minutos e acabo ficando três horas..Será que isso é só comigo???

Hoje fiquei pensando como, há poucos anos atrás, eu vivia sem internet, sem celular...o fato é que eu vivia, e sinceramente acho que aproveitava melhor meu tempo...

Viramos, hoje, reféns da tecnologia. Uma grande amiga me disse essa semana que excluiu o seu Facebook, apesar de continuar no twitter e instagram...ah, mais eu queria ter essa coragem..excluir meu face, twitter...iria com certeza economizar várias horas do meu dia longe da net...só não excluiria o blog, meu xodó.

Faria alguma coisa mais produtiva, como ver um bom filme ou ler um livro..adiantar minha monografia sobre futebol seria um bom começo...

Não posso continuar assim...preciso encontrar tempo pra respirar...tenho que aprender a organizar meus horários e acho que só consigo isso se passar a acordar mais cedo, o que pra mim é muito difícil, então xô preguiça...

Quero ter a sensação de aproveitamento do tempo, e no fim da noite, agradecer a Deus, como sempre faço, antes de dormir por mais um dia, um dia realmente produtivo, no qual eu tenha feito, pelo menos, 90% das coisas que planejei fazer...

26 de maio de 2010

Só mais uma lembrança vascaína...

(Sabrina Souza)

A fase do Vasco não é nada boa, após perder por 2x0 do Avaí , que uruca é essa??? Vamos tomar mil banhos de sal grosso...

Quem me conhece de verdade sabe da minha paixão pelo Vasco, meu time em 9 pontos possíveis só conquistou unzinho, e ainda acabava de perder um jogo, putz, não podia estar feliz né?

Um amigo me questionou sobre como eu comecei a torcer pelo Vasco. Eu respondi que já nasci vascaína, mas aí lembrei como passei a torcer pro time da Colina...

Eu devia ter uns quatro, cinco anos e já ficava acompanhando os jogos com meu pai, claro que sem entender nada do que estava acontecendo, aí eu perguntava, “pai você ta torcendo pra qual time, pro de camisa preta e branca ou preta e vermelha”? e ele respondia, “ para o de camisa preta e branca filha”, eu dizia, “ah então vou torcer pra esse também”. Eu sempre fui muito apegada ao meu pai, desde sempre, devo à ele a honra de ser vascaína, à paixão pelo futebol e por Fórmula 1, que acreditem se quiser, acordo de madrugada pra ver até treinos..

Mas com o passar dos anos fui me interessando mais por futebol e claro pelo Vasco, lembro como se fosse hoje quando ganhamos o Carioca de 92, eu tinha 7 anos, nossa como eu gritava, coitado dos vizinhos. Campeão invicto, com artilharia de Bebeto, me lembro bem que a rádio Globo (sim naquela época ouvia os jogos pela rádio Globo, hábito que cultivo até hoje e adoro!!!) tinha uma vinheta que quando o Bebeto fazia gol tocava: “Bebeto artilheiro do Campeonato”, neste ele fez 18 gols, bela marca, dois anos depois estava arrebentando na Copa, servindo o baixinho Romário.

Mas eu era tão fanática que ficava ajoelhada durante jogos importantes rezando pra o Vasco ganhar, quando ele perdia, eu ia pro meu quarto chorar, igual criança quando quer muito uma coisa e não ganha...

Cresci e perdi o hábito de me ajoelhar durante os jogos (ainda bem, porque ficava com uma dor danada nos joelhos, que era amortecida quando o Vasco ganhava), mas ainda choro, seja de tristeza, quando o Vasco perde uma conquista importante, seja de alegria quando ganha. Coisa de criança? Sei lá, me dizem que é bobeira, fanatismo demais, mas eu nem ligo. Choro mesmo!!!

Afinal, para mim, a melhor coisa do futebol é a emoção, ainda mais quando se trata do meu time, se não puder expressar minha emoção, minha vibração, alegria ou frustração, não valeria a pena assistir...

*Ai Vasco volte a me fazer chorar de alegria, por favor!!!

20 de maio de 2010

De 2002 para 2010!!!

(Sabrina Souza)

Em 2002, ano em que o Santos foi Campeão Brasileiro, eu escrevi o seguinte texto (o meu primeiro sobre futebol e curiosamente não foi sobre o Vasco):

Futebol Arte

A genialidade dos jogadores, refletida nos craques Diego*** e Robinho emocionam qualquer admirador do bom futebol.
O espírito de equipe, a alegria em jogar bola e acima de tudo a união do grupo nos remete à época do espetacular time santista comandado por Coutinho, Pelé e Pepe.

À época em que o futebol era jogado por puro prazer, não havia interesse, somente vontade de se divertir em campo, havia respeito pelo clube em que se jogava e talvez seja por isso que era tão valorizado o futebol arte, pois o mais importante era o espetáculo.

Nos entristecemos por não vermos mais show em campo, se joga por jogar, o que prevalece é o interesse financeiro, e a ética, tão admirada naqueles tempos, foi para o espaço.

Não há mais amor à camisa, hoje um jogador pode estar fazendo juras de amor à um clube e amanhã, por simples business, beijando o escudo da camisa do antigo rival.
Porém, a magia ainda não se perdeu, pois apesar de tudo, ainda encontramos atletas que jogam por diversão, valorizam o futebol arte, sabem que jogar bola é jogar simples e que as jogadas mais simples são as mais bonitas.

O belo time da Vila Belmiro é o exemplo vivo de que o futebol arte não se perdeu no tempo. Sentimos saudades do Santos de Coutinho, Pelé e Pepe, mas sentimos orgulho de vermos hoje, uma equipe tão bem organizada taticamente e tão bem servida de craques.

Os meninos da Vila são completos. Fábio Costa, um goleiraço que fecha o gol, Alex, um gigante que arma a defesa, o inteligente Léo, que organiza a lateral, o seguro capitão Paulo Almeida, Renato, um jogador completo que sabe como poucos armar o meio de campo, a genialidade de Diego e as pedaladas de Robinho, enfim o futebol arte, simples e bem jogado do alvinegro praiano alegram torcedores de todo Brasil.
Não precisa ser santista para admirar esses meninos, basta amar essa magia chamada futebol.

A nós, resta-nos admirá-los e torcermos para que possam nascer outros Diegos, Robinhos e Renatos, que representem nosso glorioso país e levem nossos dribles, nossas belas jogadas e nossa alegria em jogar bola através dos tempos. E que nada apague o brilho, a magia e a arte do nosso futebol.

(dezembro de 2002)


Agora, oito anos depois, o que eu posso dizer?? Robinho continua um craque, ficou apagado no período que permaneceu no exterior, mas foi só voltar para a “Vila” que seu futebol renasceu.

E com esse novo time santista, a nova leva da Vila Belmiro, parece que a história vencedora se repete. Com a ajuda do experiente Robinho, os meninos Neymar, André e PHG comem a bola e desfilam em campo.

Claro que o Dunga não levaria nenhum deles, isso era mais do que certo para quem conhece futebol, e o estilo e a “coerência” do nosso técnico, mas acredito que se continuarem jogando esse belo futebol estarão nas próximas convocações da seleção.

Que lindo o segundo gol do time do Santos no Jogo da semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio. Após passe de André, Robinho arrancou com a bola e encobriu o goleiro Victor fazendo um golaço, coisa de craque.

O alvinegro praiano venceu o tricolor gaúcho por 3x 1, com gols de Ganso, Robinho e Wesley. Agora, o Santos enfrenta o Vitória, que eliminou o meu Vasco, na final da Copa do Brasil.
Bem, tem todos os requisitos para que sejam dois jogaços...

Vamos torcer...

(maio de 2010)

18 de maio de 2010

E agora quem poderá nos defender???

(Sabrina Souza)

Depois de um jogo morno contra o Palmeiras, empatando em 0x0 em pleno São Januário, o time do Vasco não só saiu de campo vaiado pela torcida, como também conseguiu a proeza de não estar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, apenas pelo critério disciplinar, pois possui menos cartões amarelos do que Vitória e Grêmio.

Parece brincadeira isso, não queremos um time com excesso de disciplina, mas sim com excesso de garra, de brio, amor à camisa, bem confesso que amor à camisa é pedir demais da minha parte, tendo em vista que hoje parece que cada vez mais só existe amor ao dinheiro e à fama no mundinho estelar do futebol. Me contento com respeito a camisa, que é o mínimo que o jogador vascaíno deve demonstrar, pela história gloriosa do time.

Três dias após o empate com o alviverde paulista, o Presidente Roberto Dinamite, finalmente não resistiu às pressões e demitiu o Gaúcho, e chamou quem para o lugar? Outro gaúcho...

Celso Juarez Roth, um técnico cujas maiores conquistas foram dois Campeonatos Gaúchos, em 1997 com o Internacional, e em 1999, com o Grêmio. O último título de Roth foi em 2000, defendendo o Sport. Passou por times como Santos, Flamengo, Botafogo, Atlético Mineiro e o próprio Vasco em 2007, sem conquistar nenhum título.

Agora, cá pra nós torcedores vascaínos, não era isso que eu esperava, e acredito que nem vocês. Tudo bem que estamos em um período em que todos os bons técnicos já foram contratados por outras equipes, que a Diretoria necessitava tirar o Gaúcho, para não haver uma revolta maior por parte da torcida, mas mesmo assim, a contratação do Celso Roth não me convenceu, espero do fundo do meu coração cruzmaltino estar errada.

Vamos ver...

13 de maio de 2010

Já chegou o disco voador...



Chegando da Facul, após um dia cheio no trabalho, cansada, com uma puta dor de garganta e um sono de dar dó...resultado das horas mau dormidas pós TR Folia.

Bem, liguei a TV e estava passando o jogo do Cruzeiro e São Paulo, fiquei feliz com a vitória do tricolor, e mais feliz ainda quando soube que o menguinho perdeu..é mulambada quero ver reverter isso quinta que vem.

Há duas semanas atrás, estava fazendo prova de ética, o professor saiu por um instante, meus colegas só na expectativa do professor voltar, fiquei na espreita e quando ele apareceu eu gritei, já chegou o disco voador...

Nossa, confesso que me surpreendi com alguns colegas que me perguntaram depois da prova, por quê você falou aquilo...como assim, ninguém se lembra do Chaves??

Relembrando hoje deste fato, procurei o vídeo no YouTube desse episódio e, sozinha no quarto eu dava gargalhadas.

Chaves me lembra tantos momentos bons..chegava da escola e ligava correndo a tevê pra ver Chapolin, que passava primeiro e Chaves, em seguida..me lembro do gosto de pão na chapa e do chocolate quente, que me acompanhavam nos dias de frio.

Bons tempos aqueles em que minha única preocupação era tirar boas notas na escola e brincar depois que chegava em casa...

Momento nostalgia aflorando, pessoas, lugares, cheiros, gostos, ai que saudades...da minha cidade, dos amigos que ficaram por lá, do meu pai...ihh melhor parar por aqui senão eu choro.

Mas, de qualquer forma, sempre é bom lembrar da infância e dos personagens que a marcaram.